domingo, 1 de janeiro de 2012

História da Espanha

Não há consenso sobre quando surgiu efetivamente uma unidade administrativa precursora da atual Espanha. Espanha era, até ao séc. XVII, apenas um sinônimo de Península Ibérica, não se referindo a um país ou estado específico, mas sim ao conjunto de todo o território ibérico e dos países que nele se incluíam. O termo começa talvez a ser utilizado como significando um estado específico depois da união pessoal, sob o Rei Filipe, de Portugal e dos restantes reinos ibéricos, dos quais já era soberano. A partir de 1640, com a restauração da independência de Portugal, a designação Reino de Espanha manteve-se, apesar do estado com esse nome já não englobar toda a Península.

A abordagem da História de (ou da) Espanha mais comum é descrever em seus tópicos iniciais a história da Península Ibérica até os períodos anteriores à conquista da América.

Pré-História

Dólmen de Menga, sul da Espanha

Há fortes indícios de ocupação humana pré-histórica da península desde um passado remoto. Em 1848 foi encontrado numa caverna do atual território britânico de Gibraltar um crânio de um homem de Neanderthal de aproximadamente 60.000 anos. No atual território espanhol também existem pinturas rupestres na caverna de Altamira, com cerca de 15.000 anos. Dentre os achados da era dos metais está o dólmen de Menga e o dólmen de Viera. Por outro lado no atual território português, há 20 000 anos o homem gravou milhares de desenhos representando cavalos e bovídeos nas rochas xistosas do vale do Côa, afluente do rio Douro, situado na região nordeste de Portugal.

Hispânia pré-romana

O território que atualmente compõem a Espanha e Portugal era composto de diversos povos, como os celtas e os iberos. A Península Ibérica também foi habitada por colonos gregos e fenícios. Contudo, nenhum dos povos da Península compôs um governo único. Considera-se o ano de 19 a.C. como a data em que os romanos tinham conquistado praticamente toda a Península Ibérica e anexado o território aos domínios do Império Romano. .

Período romano

Durante o período romano, as terras denominadas de Hispânia passaram por diversas alterações administrativas. No período republicano, existiam as províncias da Hispânia Citerior e da Hispânia Ulterior. Em 27 a.C. , o general Agripa criou as províncias: Tarraconense, antiga Hispânia Citerior; a Bética e a Lusitânia, a partir da Hispânia Ulterior. Em 216, surgiu a Nova Hispânia Citerior Antoniniana, na região noroeste da península, aproximadamente onde hoje são as Astúrias. Diocleciano reuniu essas províncias, inclusive a Baleárica, a Tingitana e a Cartaginense, formando a diocese da Hispânia politicamente dependente das Gálias.

Domínio visigótico

A partir do século II a Roma começou a perder sua influência sobre a Hispânia. Como a conseqüência do enfraquecimento do Império Romano e a incapacidade de defender as fronteiras do território que lhe pertencia, tribos germânicas (alanos, suevos e vândalos conquistaram a península ibérica por volta do ano 410). Os suevos se estabeleceram na parte ocidental, aproximadamente onde atualmente é a Galiza e o norte de Portugal. Os vândalos inicialmente ocuparam a região oriental e sul da península.

Em 412 os visigodos fundaram um reino no sul da atual França, sediado em Tolosa. Aos poucos, o reino visigodo foi se expandindo ao sul e deslocando dos vândalos que, no ano de 429 migraram para a África. A capital visigótica foi então movida para Toledo. Atribui-se que o apogeu do Reino Visigótico se deu durante o reinado de Leovigildo (572 - 586). Em 585 os visigodos capturaram o rei dos suevos.

Os visigodos eram os mais romanizados dos povos bárbaros. Eles mantiveram o sistema legal romano. O modo de produção era parecido próximo do sistema feudal típico, e a religião predominante a católica. A cristologia classificada como heresia pela Igreja Católica denominada Arianismo propagou-se pelo reino, sendo combatida pelo rei católico Recaredo.

O controle do Islão

Mesquita em Córdoba, construída no período mouro.

Os territórios árabes, junto com a fé islâmica, tinham se propagado velozmente. Em 711, os muçulmanos (árabes e berberes) já tinham o controle no norte da África. Ainda no mesmo ano, liderados por Tárique capturaram e mataram o rei visigodo Rodrigo na batalha de Guadalete.

Em 773, em virtude da derrota da dinastia omíada pelos abássidas, o emir Abderraman I torna o Emirado de Córdoba independente do de Damasco, da qual fazia parte. Após seu reinado, sobe ao poder Abderraman II. Em 929 Abderraman III criou o Califado de Córdoba.

Reconquista

Naturalmente o avanço dos mouros não se deu sem resistência. Os adeptos do Islão estenderam seus territórios até o sul da atual França, quando foram derrotados pelos francos, liderados por Carlos Martel, em 732.

Antes disso, porém, já havia esforços por parte de povos cristãos para expulsar os muçulmanos da Península Ibérica. A primeira vitória contra os mouros dentro da península foi empreendida por Dom Pelágio, o primeiro rei de Astúrias, na batalha de Covadonga (722). Desde então, e à medida que as vitórias cristãs se foram sucedendo, começaram a chegar vagas de cavaleiros europeus para ajudar os Reis Cristãos na sua senda pela reconquista da Península Ibérica, eram as primeiras Cruzadas. Como sinal do reconhecimento e mérito pela ajuda, os reis Cristãos davam aos cruzados porções de terra, títulos, e casamento com filhas de nobres locais, ou até mesmo do próprio rei, ficando com o dever de gerir o território, lutar contra os Mouros e prestar vassalagem ao Rei.

Isto veio fazer com que a Reconquista não fosse exatamente uma cooperação entre reis Cristãos contra os Mouros, pois na realidade, os reinos cristãos no norte da Península Ibérica guerrearam uns com os outros (na luta pelo poder, sucessões ao trono, ou até mesmo a independência. Muitos condados tentaram a independência, mas só o Condado Portucalense conseguiu, tornando-se mais tarde no Reino de Portugal) tanto quanto contra os muçulmanos. Os dois principais reinos cristãos eram: o Reino de Astúrias sediado em Oviedo; e Navarra. Com as derrotas dos omíadas foi criado o Reino de Leão em 913. Sancho III de Navarra pôs seu filho Fernando na liderança de Castela. Ele conseguiu unir Navarra, Galiza, Astúrias e Leão sob sua liderança. Com a morte de Fernando, o reino foi dividido entre os filhos Afonso, Sancho e Garcia. Garcia nunca chegou ao poder; Afonso foi exilado após tentar tomar o poder de Sancho. Após a morte de Sancho II, Afonso retornou ao trono de Castela.

Castela e Portuscale (Portugal) passaram a ser então os dois reinos a fazer frente aos Mouros, uma vez que Castela conseguia unir debaixo da mesma coroa Galiza, Astúrias, Navarra e Catalunha. Portuscale conseguiu mais eficazmente e rapidamente expulsar os Mouros, sendo que no final do século X, o rei Dom Sancho I (1189 - 1191) conseguiu expulsar definitivamente os Mouros do Algarve, terminando assim a reconquista portuguesa. A Partir daqui, Portugal foi afirmando a sua independência e identidade, até ao século XV, em que foram iniciados os Descobrimentos, com a exploração e conquista do norte de África. Castela já foi bem mais lenta na sua reconquista, sendo que a terminou por completo nos finais do século XIII.

Aos poucos as terras de domínio mouro foram se reduzindo até uma pequena porção em Granada. A Espanha foi unificada através dos reis católicos: Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. Sob seu reinado, os mouros foram expulsos da Península Ibérica, o poder da nobreza foi reduzido e castelos de nobres foram destruídos. Os mouros e judeus foram obrigados ao batismo ou ao exílio, caso recusassem eram mortos.

A conquista da América

Ainda no período dos reis católicos, a Espanha empreendeu uma política de financiamento de explorações marítimas, rivalizando poder com Portugal. Entre elas, a viagem de Cristóvão Colombo tornou a América conhecida à Europa. A partir desse fato, a Espanha colonizou as terras do Novo Mundo e através de seus conquistadores, diversos povos indígenas foram reprimidos, como as civilizações Inca, Asteca e Maia.

Para evitar disputas com outras nações européias, a Espanha firmou com Portugal através do Papa Alexandre VI o Tratado de Tordesilhas, para definir os territórios do Novo Mundo que pertenceriam a cada país.

A Espanha trouxe do continente americano gigantescas porções de prata e ouro. Entretanto esse modo de exploração foi prejudicial ao país. Enquanto a economia era dependente das colônias na América, outras atividades como o comércio não foram desenvolvidas como em outros países, por exemplo, a Inglaterra. Isso provocou a desvalorização da moeda espanhola e diversas crises econômicas.

Dinastia Habsburgo

O Império Colonial Espanhol atingiu seu auge e declinou sob a dinastia dos Habsburgos. A Espanha obteve sua maior extensão sob Carlos I, também intitulado Imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.

Após a morte de Carlos I em 1556, o extenso reino se dividiu em duas porções: o Sacro Império de um lado; a Espanha e os Países Baixos de outra, sob o controle de Filipe II. Em 1580, com a morte de Dom Henrique, Filipe II unifica as coroas portuguesa e espanhola sob seu poder.

A grande extensão gerou conflitos internos. Em 1640 Portugal readquire sua independência. Em 1648 o rei Filipe IV reconhece a independência dos Países Baixos com o fim da Guerra dos Oitenta Anos. A o domínio de Filipe V, da dinastia Bourbon, que persiste até hoje.

Período Napoleônico

.Filipe V foi sucedido por Fernando VI, Carlos III e Carlos IV. No governo desse último, as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram o território espanhol e puseram o irmão José Bonaparte no poder. A casa dos Bourbon foi restaurada em 1813 com a posse de Fernando VII. Nesse período de agitação interna, as colônias espanholas na América tiveram a oportunidade de lutar por sua independência. Até 1830, a Espanha tinha perdido a maioria de suas colônias no continente.

Governo de Fernando VII

Durante o período de 1814 a 1820, restabelece o governo absolutista dos antecessores Bourbons. Suas medidas foram de repressão aos liberais, que pretendiam a criação uma constituição. Uma revolta chefiada por Rafael de Riego obriga o rei a aceitar uma constituição. Esse período (o Triênio Liberal) dura de 1820 a 1823. Nesse ano o rei promoveu um golpe de Estado e restabeleceu o absolutismo.

Guerras Carlistas

A sucessora de Fernando VII após sua morte em 1833 foi sua filha Isabel II, porém, o cunhado Carlos Maria Isidro, auto-intitulado Carlos V reivindicava o trono. Parte do exército espanhol, liderado por Tomás de Zumalacárregui iniciou a primeira Guerra Carlista, que durou sete anos. Carlos V é sucedido pelo seu filho Carlos Luís de Bourbon (Carlos VI) que inicia a Segunda Guerra Carlista entre 1847 e 1860. A seqüência do poder não-efetivo dos carlistas continuou com João III e Carlos VII.

Governo Amadeu I da dinastia de Sabóia

Em 1868, Isabel II foi destronada e foi proclamada uma monarquia constitucional. Foi posto como regente o general Serrano e, em 1870 empossaram Amadeu I da casa de Sabóia o novo rei. Envolvido com a Terceira Guerra Carlista, iniciada em 1872 e pela insatisfação popular, Amadeu I renunciou em 11 de fevereiro de 1873.

Primeira República

Com a renúncia da Amadeu I, a população de Madri e deputados republicanos fundaram a Primeira República Espanhola. São formadas duas correntes principais: os unitários, que preferem um estado de controle centralizado, e os federais, que propõem uma menor centralização do poder em favor de regiões administrativas menores.

O primeiro presidente foi Estanislao Figueiras (unitário). Em junho do mesmo ano, a assembléia constituinte empossa Francisco Pi i Margall (federal). Rebeliões separatistas por todo o país induzem a renúncia de Francisco Margall, que é sucedido por Nicolás Salmerón (federal), que ordena ao exército sufocar as revoltas.

Nicolás também se demite, sendo nomeado presidente Emilio Castelar (unitário), apoiado pelos monarquistas e contra os federais e carlistas. Por não ter maioria no parlamento, o simpatizante do monarquismo, o general Manuel Campos y Pavía efetuou um golpe de estado. O general Francisco Serrano assume a presidência, e após seu mandato a monarquia é restituída, assumindo Afonso XII, filho de Isabel II.

Período de Afonso XIII

No governo de Afonso XIII, filho de Afonso XII, a Espanha passou por dificuldades políticas como o desastre de 1898 (quando perdeu diversas colônias) e o desastre de Anual de 1921 quando perdeu numa importante batalha contra Marrocos. Com o apoio do próprio rei, foi instalada a ditadura de Miguel Primo de Rivera durante 1923 e 1930.

Segunda República Espanhola

Com a renúncia de Primo de Rivera, assumiu como chefe de governo Dámaso Berenguer. Pressionado pelos republicanos, Berenguer renuncia e é instalada a Segunda República Espanhola. Afonso XIII saiu do país.

Conflitos entre as forças esquerdistas (que governaram de 1931 a 1933 e de centro-direita (1933 a 1935) culminaram com a guerra civil.

Um ponto importante nesses conflitos foi o golpe de estado esquerdista de 1934 contra a entrada no governo da CEDA partido de direita que tinha ganhado legitimamente as eleições.

Guerra Civil Espanhola (1936-1939)

Conseqüências da Guerra: o controle da cidade de Teruel alternou entre adversários várias vezes, o que provocou a quase destruição da cidade. Na foto, soldado republicano revistando a Plaza de Toros de Teruel em 1 de abril de 1938.

A Guerra Civil Espanhola foi um conflito entre os republicanos, metade dos quais queriam manter o regime democrático iniciado em 1931 e a outra metade queria uma revolução que na prática levava a uma ditadura, e os nacionalistas que tinham feito um golpe de Estado preventivo anti-revolucionario em 1936, e implantado uma ditadura, chefiada por Francisco Franco.

Desde o golpe de estado de 18 de julho a republica tinha na prática se acabado mesmo na zona leal onde o golpe não venceu imediatamente sendo sucedida nessa zona primeiro por diversas ditaduras de partidos e pelo caos anarquista e depois por uma na prática ditadura comunista. Houve 70 mil assassinados na zona republicana e 55 mil assassinados na zona nacionalista.

Essa guerra é freqüentemente considerada uma “prévia” da Segunda Guerra Mundial, pela participação de potências como a Alemanha nazista, a Itália de um lado e a União Soviética do outro. Outros países democráticos da Europa permaneceram indiferentes às manobras políticas de Hitler.

Governo Franco

Francisco Franco se tornou ditador no início da guerra civil e dela saiu vencedor. Seu governo foi tipicamente autoritário e de partido único. Apesar das semelhanças com a ideologia fascista, a Espanha permanceu neutra durante a Segunda Guerra Mundial. No pós-guerra, no período da Guerra Fria, o país se aliou ao bloco capitalista.

Durante a década de 1960, a Espanha passou por uma fase de crescimento econômico, propiciado pela expansão do turismo e pela entrada de divisas de emigrantes. Surgiram grupos terroristas como o ETA e o FRAP, e a repressão veio inclusive sob a forma de pena de morte.

Em 1969 Juan Carlos I de Bourbon foi nomeado rei. Ainda com a monarquia estabelecida, Franco continuou como chefe de governo até 1975, ano da sua morte.

Transição para a democracia (1975-1982)

O rei Juan Carlos teve importante participação na transição democrática espanhola. Entre as medidas relevantes do presidente nomeado pelo rei Adolfo Suárez estão:

Um plebiscito no qual o povo espanhol aprovou o sistema de democracia parlamentarista;

A convocação de uma eleição para definir os representanrtes que participariam da construção de uma nova constituição (concluída em 1978).

Na primeira eleição democrática pós-Franco, o partido de direita UCD atingiu a maioria dos votos. Contudo esse partido não tinha unidade. Suárez foi substituído por Calvo Sotelo, que dissolveu o parlamento e marcou novas eleições para 1982. O resultado das eleições foi uma grave derrota do UCD e a vitória do PSOE, um partido de centro-esquerda.

Atualidade

Já no período democrático, a Espanha tenta superar problemas internos como o terrorismo praticado pelo grupo separatista ETA. Enquanto isso, a nação passa por uma fase de prosperidade econômica.

Fatos importantes no período democrático

1986 - Ingresso na Comunidade Econômica Européia.
1992 - Jogos Olímpicos de Barcelona.
1993 - Vitória do PSOE nas eleições gerais.
1996 - Eleições gerais: maioria relativa do Partido Popular (PP) liderado por José María Aznar.
2000 - Eleições gerais: maioria absoluta do PP. José Maria Aznar continua à frente do governo.
2004 - Em 11 de março, três dias antes das eleições gerais espanholas, ocorre uma serie de atentados em Madri que mata pelo menos 190 pessoas.
Em 14 de março ganha as eleições o PSOE, e José Luis Rodríguez Zapatero se torna presidente e María Teresa Fernández de la Vega se torna a primeira Vice-presidente do governo espanhol.
Em 22 de maio o Príncipe Filipe se casa com a jornalista, Letizia Ortiz Rocasolano.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Espanha

Madri, capital da Espanha.

A Espanha ou Reino de Espanha é um país europeu localizado na Península Ibérica. Seu território limita-se com Portugal, a oeste; com o Mar Mediterrâneo, a leste e ao sul; e com a França e o oceano Atlântico, ao norte. Geograficamente, o território espanhol encontra-se parte no hemisfério norte e parte no hemisfério ocidental.

O país tem como capital a cidade de Madrid. O território do país abrange uma área de 504 782 km², onde está dispersa uma população de aproximadamente 44,9 milhões de habitantes.

A Espanha é regida por um sistema de governo de monarquia, o poder político é dividido em três: poder executivo, poder judicial e poder legislativo.

Mais de 50% da topografia do país é constituída por planaltos, onde a altitude possui em média 600 metros acima do nível do mar. O clima do país apresenta-se de forma variada, sendo identificado do tipo continental (no centro do país), mediterrâneo (no litoral leste e sul) e oceânico (litoral norte). Na hidrografia, os principais rios são: Tejo, Ebro, Douro, Guadiana, Guadalquivir e Minho.

A Espanha está em quinto lugar entre as principais economias da Europa, apresentando um PIB que supera 1,4 trilhão de dólares. Sua economia tem como base a exportação de veículos, além de calçados, construção naval, indústria siderúrgica, química e têxtil. Na agricultura os destaques são para a produção de uvas e laranjas. Os espanhóis são grandes produtores de vinhos e azeites.
A pesca também é uma atividade econômica difundida, o país possui a maior frota pesqueira do mundo. O turismo tem sido responsável por grande parte da receita do país.

A constituição espanhola garante a liberdade de culto, sendo assim, as principais religiões praticadas são: catolicismo (predominante), ateismo, agnosticismo, islamismo, protestantismo, mormonismo e Testemunhas de Jeová.

Informaçõe gerais

Nome: Reino da Espanha.

Bandeira:

Brasão:

Língua oficial: espanhol, e cooficial: basco, catalão, valenciano e galego.

Entrada na União Europeia: 1° de janeiro de 1986.

Renda per capita: 33.700 dólares.

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,863 (muito alto).

Esperança de vida: 80,7 anos.

Mortalidade infantil: 4,31/mil nasc.

Moeda: euro.



Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


Países - Geografia - Brasil Escola

Artigos de "Espanha"

Espanha 3
Espanha, cultura da Espanha, sociedade da Espanha, fatos da economia da Espanha, história da Espanha, Instituições políticas da Espanha, Organização territorial da Espanha.
População da Espanha
Com cerca de 45,3 milhões de habitantes, a população da Espanha é uma das maiores do continente europeu.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Bandeira da Espanha

Significado, cores e história da bandeira espanhola

bandeira da Espanha
Bandeira da Espanha



DADOS E INFORMAÇÕES SOBRE A BANDEIRA DA ESPANHA:

A bandeira da Espanha foi adotada em 5 de outubro de 1981. As cores predominantes, que aparecem na bandeira espanhola, são a vermelha e a amarela.

A bandeira espanhola é composta por três faixas horizontais.A faixa superior e a inferior são na cor vermelha e a do meio na cor amarela. A faixa amarela é o dobro do tamanho das faixas vermelhas. Na faixa amarela, no canto esquerdo, há o Escudo Nacional da Espanha.

A cor vermelha, predominante na bandeira da Espanha, representa a conquista, a valentia e a alegria. Já a cor amarela simboliza o ouro (riquezas da Espanha).

A bandeira da Espanha é também conhecida, popularmente, como rojigualda.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

HISTÓRIA DA MONARQUIA DA ESPANHA

A Espanha tem uma ds mais extraordinárias histórias políticas e culturais do mundo ocidental. É uma história mesclada de nomes míticos, condes, califas, cruzadas e reis, que se inicia desde os princípios da civilizaçãos que chega a adquirir contornos de ficção, com toques folclóricos e de romance, embora verdadeiras. Essa história começa com os bascos, povo habitante dos vales frios e montanhosos do norte e nordeste. Depois sobressaíram-se os ibéricos, em princípios do terceiro milênio antes da era cristã e que deram o nome de Ibérica à península. Mil anos mais tarde chegaram os celtas, através da Galícia, e os navegantes fenícios, que povoaram as primeiras grandes e tradicionais cidades, especialmente no litoral mediterrâneo. Seguiram-se os gregos e os cartigineses, que fundaram Cartagena (225 a. C.) e batizaram a região com o nome de Spania.

Em princípios do penúltimo século antes de Cristo chegaram os romanos, que expulsaram os cartigineses, mas não conseguiram submeter totalmente e unificar os diversos reinos nativos durante os vários anos de domínio imperial de Roma. A desintegração do Império Romano do Ocidente durante o século V, permitiu a ocupação pelos bárbaros invasores vindos do leste europeu, especialmente os visigodos, que estabeleceram o reinado de Toledo. Três séculos depois chegaram os mouros, vindos da África do Norte, e através do estreito de Gibraltar, que impuseram um domínio muçulmano de quase oito séculos no sul do país, um dos mais brilhantes da civilização espanhola. Extremamente cultos, permitiram a convivência pacífica entre judeus e árabes e cristãos e islâmicos, introduziram novas técnicas de engenharia e desenvolveram a agricultura, inclusive sistemas de irrigação e a introdução de novas culturas. As marcas dessa passagem é evidente especialmente na cultura e na arte da Espanha moderna. Na realidade, apesar da s inúmeras tentativas, os mouros nunca conseguiram dominar o noroeste de Galícia e Astúrias e foi nesta última que Palayo, um rei cristão, iniciou no início do segundo milênio cristão um projeto de unificação do país e que tinha como prioridade a expulsão dos invasores e o professamento do cristianismo romano. Nesta Reconquistao primeiro soberano a se destacar foi, Alfonso VI de Castela, que capturou Toledo (1085) e assumiu o controle do Norte. Depois de Valência, Sevilha e Córdoba, a última cidade importante em mãos mouras foi Granada, que ainda permaneceram na península por cerca de dois séculos. Assim, antes da unificação, a Espanha era dividida em diversos reinos: Astúrias, Leão, Castela, Galiza, Navarra, Aragão e Condado de Barcelona. O território espanhol começou a se definir como tal é hoje, com o casamento (1469) dos dois históricos monarcas católicos, FernandoII de Aragão (1452-1516) e Isabel de Castela (1451-1504).

O poder real fortaleceu-se frente à nobreza, criou-se a Santa Irmandade para garantir a ordem, reorganizou o exército e a legislação dos dois reinados foi unificada. Após uma luta de dez anos (1482-1492) o reino de Granada caiu e os mouros foram expulsos da Espanha, juntamente com os judeus (1492) por não abraçaram o cristianismo, resultado extremamente estratégico para o fortalecimento da coroa por meio do apoio da Igreja Católica. Era o início da unificação de toda a Espanha, época aura da política da nação espanhola, inclusive cm a descoberta do Novo Mundo, as Américas, e também o momento de um dos piores excessos de intolerância. Com o casamento de sua filha Joana a Louca (1479-1555) com Felipe I de Habsburgo (1478-1506), da Casa de Habsburgo ou Hapsburg, também chamada Casa da Áustria, uma das mais poderosas famílias políticas da Europa, durante mais da metade do primeiro milênio cristão, fundou-se a primeira dinastia da real monarquia espanhola.

O filho de Joana com Felipe, Carlos I de Espanha, se tornou o primeiro Habsburg espanhol e um dos governantes mais poderosos da história como Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Chegou ao México e ao Peru, herdou a Áustria e os Países Baixos e anexou Nápoles e Milão. Conquistou a Contra-Reforma e a Ordem Jesuíta foi criada para ajudar a defender o Catolicismo do Protecionismo Europeu e, católico fervoroso, sustentou a contínua luta contra os luteranos alemães e turcos.

Com a morte (1700) de Carlos II (1661-1700), o último Habsburg espanhol por não deixar herdeiros, desencadeou-se uma guerra pela sucessão espanhola e Felipe de Anjou foi coroado Felipe V (1683-1746), iniciando a Casa de Bourbon, que segue até hoje, com o rei Juan Carlos I (1938 - ). Esta dinastia foi interrompida com a ocupação das forças napoleônicas (1808) com o trono ocupado por Jose Bonaparte (1768-1844), mas os espanhóis não aceitaram esse domínio e começaram uma luta de guerrilhas (1808-1814) e os franceses foram finalmente expulsos seis anos depois. Fernando VII (1784-1833) assumiu como Rei de Espanha (1813-1833), restaurando a Casa de Bourbon. Neste período de instabilidades político-institucionais a maioria das colônias latino-americanas aproveitaram a oportunidade para proclamar sua independência da coroa espanhola.

O restante do século o país conviveu, como de todo o resto da Europa, com guerras civis e revoltas inspiradas por correntes republicanas e que propiciaram a perda das últimas possessões ultramarinas como Cuba, Porto Rico e Filipinas. Depois do turbulento reinando Isabel II, destronada por uma revolução (1968) e em seu lugar foi colocado Amadeu I de Saboya (1845-1890), mas este renunciou a coroa (1973) e proclamando-se a I República, que durou somente até dezembro do ano seguinte. O trono foi devolvido aos Bourbons, através da coroação de Alfonso XII (1857-1885), filho da deposta e ainda viva Isabel II de Bourbon (1830-1904).

Seu herdeiro Alfonso XIII depois de sentir-se impotente para resolver problemas problemas civis-sociais, abandonou o trono e autoexílou-se em Roma (1931), deixando o poder para um incipiente movimento republicano que terminou em uma violenta e trágica guerra civil idealista (1936-1939), onde mais de meio milhão de pessoas morreram e que no final trouxe ao poder um jovem general de direita chamado Francisco Franco, o Caudilho de Espanha. No seu governo a Espanha oficialmente manteve-se neutra durante a Segunda Guerra Mundial, embora reconhecidamente mantivesse simpatias pelo nazismo. Depois da guerra assinou um acordo (1953) para a construção de bases da OTAN em território espanhol e iniciou uma fase contínua de crescimento econômico e desenvolvimentista na área tecnológica. O ditador anunciou (1969), que seu sucessor seria Juan Carlos de Bourbon (1938 - ), o neto de Alfonso XIII (1886-1941) , especialmente preparado por ele para isto. Após a morte de Franco (1975) o jovem monarca assumiu o poder e revelou-se um dinâmico democrata, elaborando uma nova constituição, garantindo sem limitações as liberdades civis e de expressão sob um dos mais bem sucedidos governos parlamentaristas da Europa.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Espanha


Madri, capital da Espanha.

A Espanha ou Reino de Espanha é um país europeu localizado na Península Ibérica. Seu território limita-se com Portugal, a oeste; com o Mar Mediterrâneo, a leste e ao sul; e com a França e o oceano Atlântico, ao norte. Geograficamente, o território espanhol encontra-se parte no hemisfério norte e parte no hemisfério ocidental.

O país tem como capital a cidade de Madrid. O território do país abrange uma área de 504 782 km², onde está dispersa uma população de aproximadamente 44,9 milhões de habitantes.

A Espanha é regida por um sistema de governo de monarquia, o poder político é dividido em três: poder executivo, poder judicial e poder legislativo.

Mais de 50% da topografia do país é constituída por planaltos, onde a altitude possui em média 600 metros acima do nível do mar. O clima do país apresenta-se de forma variada, sendo identificado do tipo continental (no centro do país), mediterrâneo (no litoral leste e sul) e oceânico (litoral norte). Na hidrografia, os principais rios são: Tejo, Ebro, Douro, Guadiana, Guadalquivir e Minho.

A Espanha está em quinto lugar entre as principais economias da Europa, apresentando um PIB que supera 1,4 trilhão de dólares. Sua economia tem como base a exportação de veículos, além de calçados, construção naval, indústria siderúrgica, química e têxtil. Na agricultura os destaques são para a produção de uvas e laranjas. Os espanhóis são grandes produtores de vinhos e azeites.
A pesca também é uma atividade econômica difundida, o país possui a maior frota pesqueira do mundo. O turismo tem sido responsável por grande parte da receita do país.

A constituição espanhola garante a liberdade de culto, sendo assim, as principais religiões praticadas são: catolicismo (predominante), ateismo, agnosticismo, islamismo, protestantismo, mormonismo e Testemunhas de Jeová.

Informaçõe gerais

Nome: Reino da Espanha.

Bandeira:

Brasão:

Língua oficial: espanhol, e cooficial: basco, catalão, valenciano e galego.

Entrada na União Europeia: 1° de janeiro de 1986.

Renda per capita: 33.700 dólares.

IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,863 (muito alto).

Esperança de vida: 80,7 anos.

Mortalidade infantil: 4,31/mil nasc.

Moeda: euro.

Cultura da Espanha

Arquitetura
A arquitetura da Espanha revela a influência dos vários povos que dominaram o país. Alguns aquedutos, pontes e outras edificações dos antigos romanos ainda estão em uso., enquanto ruínas de outros monumentos romanos podem ser vistas em todo o país.
Mesquitas (templos) construídas pelos mouros erguem-se em algumas cidades do sul, embora a maioria dessas construções sejam agora igrejas católicas.
A enorme catedral de Córdoba foi construída como mesquita no século VIII. Mais de mil colunas de granito, jaspe, mármore e ônix sustentam suas arcadas. Os mouros construíram castelos fortificados chamados alcáçares.
O mais famosoe o esplêndido Alhambra, em Granada.
A Espanha tem cerca de 1400 castelos e palácios, incluíndo os alcáçeres. O Escorial, que é uma combinação de mausoléu, igreja, mosteiro e palácio, se encontra a cerca de 48 km ao noroeste de Madri. Foi construído no século XVI: é uma das maiores edificações do mundo. A estrutura de granito cinzento ocupa quase 37 mil metros quadrados, tem 300 salas, 88 fontes e 86 escadas. Os túmulos de muitos monarcas espanhóis encontram-se no Escorial.
A uma distância aproximada de 16 km do Escorial fica o Vale dos Caídos, outro monumento aos mortos e mosteiro. Os mausoléus encontram-se no inteiror de uma montanha.Cerca de 46 mil mortos durante a Guerra Civil Espanhola estão enterrados nesse local, assim como o corpo do ditador Francisco Franco.
Uma cruz com 150 m de altura, feita de concreto armado, foi colocada em cima da montanha.
A catedral gótica de Sevilha é a segunda maior igreja da Europa. Apenas a Basílica de São Pedro, em Roma, a supera. A catedral de Sevilha em 116 m de comprimentoe 76 m de largura, e sua torre ergue-se a 120 m..
MÚSICA
Ao contrário de muitos outros países europeus, a Espanha foi berço de poucos compositores importantes de óperas e sinfonias. No século XVII, compositores espanhóis criaram uma modalidade de opereta chamada zarzuela, que combina canto e diálogo. Os músicosmais cinhecidos da Espanha no século XX são o violoncelista Pablo Casals, o compositor Manuel de Falla e o violonista clássico Andrés Segóvia.
Na Espanha existem cantos e danças folclóricas. O povo de cada região tem suas canções e danças especiais. O acompanhamento é feito com castanholas, violões e pandeiros. Danças espanholas como o bolero, o fandango e o flamenco tornaram-se mundialmente conhecidas.
ARTES
A Espanha tem uma rica tradição artística e foi berço de alguns dos maiores pintores e escritores do mundo. As artes na Espanha tiveram seu apogeu no chamado Século de Ouro, entre os séculos XVI e XVII, quando o país era uma das maiores potências mundiais. Desde então as artes conheceram certa decadência, mas houve um renascimento no século XX.
LITERATURA
As mais antigas obras espanholas ainda existentes são O Poema do Cid e O Drama dos Reis Magos. Especialistas acreditam que ambas as obras datem do século XII, mas não sabem quem as escreveu. O Poema do Cid narra as façanhas de um dos heróis nacionais da Espanha.
Apenas uma parte de O Drama dos Reis Magos se conservou: a obra trata da visita dos Reis Magos ao Menino Jesus.
Durante o Século de Ouro, os escritores espanhóis produziram algumas das mais conhecidas obras literárias do país.
Por exemplo Miguel Cervantes escreveu Dom Quixote, uma das mais importantes obras literárias de todos os tempos. O dramaturgo Pedro Calderón de la Barca escreveu a famosa peça A Vida é Sonho.
Entre os principais escritores espanhóis do século XX contam-se os ensaístas José Ortega y Gasset e Miguel de Unamuno, o dramaturgo Antonio Buero Vallejo, o romanciscta Camilo José Cela e os poetas Garcia Lorca e Juan Ramón Jimenez.
ALGUNS ESCRITORES
LOPE DE VEGA: (1562 - 1635) Poeta e dramaturgo barroco, é considerado o criador do teatro espanhol do século XVII. Extremamente produtivo, consta que escreveu 1.500 peças. Exagero ou não, Lope de Veja dominou os palcos teatrais até a chegada de Pedro Calderón de la Barca, que lhe roubou o público.
Lope de Veja foi o escritor da realeza, personagem de grande parte de suas obras. "O Melhor Alcaide é o Rei" (1607), com essa temática, foi e ainda é uma de suas peças mais encenadas.
FEDERICO GARCÍA LORCA: (1898 - 1936) Ídolo literário dos fãs do binômio liberdade e rebeldia, o escritor granadino cantou a Espanha na maioria de seus versos. "Canciones Gitanas" (1927), de poesias, o consagrou. García Lorca desempenhou um papel importante também como dramaturgo. Escreveu, entre outras, a trilogia trágica "Bodas de Sangue" (1933), "Yerma" (1934)e "A Casa de Bernarda Alba" (1936).
Lutou na Guerra Civil Espanhola contra os franquistas e foi fuzilado por eles em 1936.
PEDRO CALDERÓN DE LA BARCA: (1660 - 1681) Quando escreveu que "toda la vida es sueño y los sueños, sueños son", o dramaturgo talvez não imaginasse que a peça "A Vida é Sonho"(1635) faria sucesso tal a ponto de destronar Lope de Veja.
Calderón tinha como principal temática a luta de foice entre o livre arbítrio e as limitações impostas pelas convenções sociais, a religião e a honra.
MIGUEL DE CERVANTES (1547 - 1616) - Sinônimo de literatura espanhola, o autor de "El Ingenioso Hidalgo Don Quijote de la Mancha" (1605) revolucionou o mundo da pena e do papel ao utilizar recursos como a ironia e o humor em sua obra mais conhecida. Nenhum outro livro seu alcançou a mesma fama que as aventuras do cavaleiro das ilusões, Don Quixote, e seu fiel escudeiro.
PINTURA
Os principais pintores espanhóis durante o Século de Ouro foram El Greco, Murillo e Velázquez. Um dos primeiros mestres da arte moderna, Goya, destacou-se durante o final do século XVIII e começo do século XIX.
O mais conhecido artista espanhol depois de 1900 foi Pablo Picasso. Ele criou, além de suas pinturas, magníficos desenhos, esculturas, gravuras e cerâmicas. Entre outros destacados pintores espanhóis modernos encontram-se Salvador Dali, Juan Gris, Joan Miró e Antonio Tapies.
ALGUNS PINTORES
DIEGO DE VELÁZQUEZ: Artista da nobreza por excelência, Velázquez é autor de uma das obras espanholas mais reproduzidas e admiradas, a tela "As Meninas". Nela, o autor aparece à esquerda, pintando meninas da corte. Contrariando as tendências da época, Velázquez retratou também os desfavorecidos. "As fiandeiras" (1657- 1660) foi o primeiro quadro da história a ter operárias como tema.
EL GRECO: (1541 - 1614): Um dos maiores pesos-pesados das artes plásticas, nasceu em Creta e morou durante grande parte da sua vida em Toledo, cidade retratada na tela "Vista de Toledo sob a Tempestade" (1610- 1614), uma de suas obras primas.
El Greco impregnou suas produções de um realismo atroz, capaz de traduzir o caos humano em jogos de sombras e de claros-escuros. Outras telas do artista bastante conhecidas são "Visão de São João"(1610 - 1614), " A Ressurreição de Cristo" (1600 - 1603) e "Laocoonte" (1610- 1614).
JOAN MIRÓ (1893 - 1983): Um dos frutos mais fecundos de Barcelona, o artista traçou linhas e figuras algo pueris que conquistaram uma legião de admiradores.
Considerado um dos maiores mestres da composição cromática, salpicou com toques de alegria a maioria de seus quadros.
GOYA (1746 - 1828): Nascido em Fuendetodos, próximo a Zaragoza, concorre com El Greco no quesito "gênios da pintura espanhola". Outro mestre do realismo, Goya transpôs para suas telas um mundo povoado por bruxas, demônios e também pessoas comuns. "Maja Desnuda"(1796 ), que mostra uma mulher em duas versões, com e sem roupa, provocou furor na época. É uma de suas óbras mais famosas.
PABLO PICASSO (1891 - 1973): Depois da fase azul e da fase rosa, criou cubismo, com "Les Demoiselles d`Avignon"(1907). Foi um dos artistas mais prestigiados do século 20.
FOLCLORE
As antigas características regionais de Castela, Andaluzia, Galícia, Catalunha e das províncias bascas, acentuadas por contrastes naturais, continuam a existir, embora haja diferenças quanto à resistência em assimilar novos costumes.
As comunidades locais preservam sua vitalidade, muitas vezes enfraquecida pela centralização do governo.
Por outro lado, a industrialização criou classes superiores de banqueiros e homens de negócio que trazem consigo algum espírito de renovação.
A própria Igreja espanhola, a partir do concílio ecumênico, tem cedido às pressões do Vaticano, promovendo reformas econômicas e sociais.
No entanto, os costumes tradicionais - alguns de grande beleza - persistem.
A Fiesta é um dos principais traços da vida social espanhola, não só nos pueblos mas também nas cidades.
Elas ocorrem em dias santificados e incluem peregrinações, feiras especiais, carnaval tudo acompanhado de fogos de artifício e touradas.
As romerías aos lugares santos acontecem sobretudo no verão.
Uma das mais conhecidas é a del Rocio, realizada no dia de Pentecostes, em Huelva.
A verbena é uma feira noturna em cidades e vilas, principalmente Madri. Sevilha tem a sua feira de abril e a famosa procissão de semana santa, que dura vários dias.
Valência é conhecida pela procissão de São José, em que se destacam enormes bonecos; em Pamplona há uma festa em que touros jovens são soltos pelas ruas e os habitantes transformam-se em "toreadores". A tourada, aliás, é o espetáculo nacional por excelência.
CULINÁRIA
Na região central da Espanha, temos de cordeiro (cordero) a leitão (cochinello), preparados de maneira artesanal, passando por caças como faisão, perdiz e javali. A paelha, prato típico da região de Valência, é feito á base de arroz e açafrão. As tapas (entradas) usam e abusam do chouriço, além do sem igual presunto de guijuelo.
Da região central também vem o melhor queijo da Espanha - o manchego (que, quando curado; parece bastante com o parmesão) à base de leite de ovelhas criadas na planície de La Mancha - e leguminosas (feijão, grão-de-bico) e lentilha de todas as cores formatos e tamanhos.
Duas sopas, uma para o verão e outra para o inverno, merecem destaque: castellana e gaspacho. São sempre acompanhadas de pães, cujos miolos, refogados com pimentões e bacon, e inspiradas nos pastores.
Nas sobremesas, os doces mais tradicionais são as "yemas de Ávila" (gemas de ovos açucarados), as "almendras garrapiñadas de Alcalá de Henares" (amêndoas confeitadas) e os "marzapãs de Toledo", marzipãs.
Além dessas iguarias, há também puchero, conhecido em todo o mundo, pollo chilindron (frango espanhol) e os lanches: pancho com panchetta (cachorro quente com bacon), tortilla (pastel espanhol) e a bebida sangria (feita com vinho, laranja e água mineral com gás).

sábado, 9 de outubro de 2010

Futebol Espanhol



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A Espanha é conhecida internacionalmente por sua grandiosa Liga. Seus clubes (Real Madrid, Barcelona e coadjuvantes ocasionais) sempre figuram entre os maiores favoritos nos grandes campeonatos e é comum darem vexame vez ou outra, frente a algum time expressivo(?) do leste europeu, mas os times ibéricos sempre se vingam da melhor maneira possível, comprando todos os jogadores de todos os times do leste europeu(!).

No futebol espanhol também se dá o maior refúgio de Nazistas e Racistas do futebol mundial, devido ao fato de só jogadores caucasianos ingressarem em La Liga, como Ronaldinho Gaúcho, Eto'o, Emerson, entre tantos outros exemplares da beleza nórdica.

Os maiores jogadores de futebol da história já passaram pela Liga Espanhola, exceto Pelé, pois ele era um Deus, não jogador (daí vem a expressão 'Deus é Brasileiro').

A seleção espanhola também é uma potencia do futebol mundial, nunca ganhou nada expressivo, deixando a torcida daquele país furiosa, recebeu então o apelido de 'La Furia'. Os maiores jogadores que já passaram pela Furia foram Di Stefano (argentino?!) e Puskas (húngaro???!), por volta dos anos 60 e Ricardo Zamora (alienigena?!)nos anos 30. nessas épocas, a seleção não ganhou nada...

Se naqueles anos dourados, eles não ganharam nada, nos anos seguintes até hoje, não foi diferente. Por algum motivo cósmico, jogadores espanhois natos só conseguem ganhar campeonatos Sub-qualquer-coisa, sempre dando vexames históricos em Copas do Mundo. La Furia sempre chega como promessa, sempre joga como nunca e perde como sempre.