quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Cultura da Espanha
domingo, 20 de maio de 2012
Espanha ganha mercado e traz novidades para o Brasil
Priorat Iugiter 2007 – WS93
Priorat Herència del Padrí 2006 – WS91
Rioja Reserva 2005 – WS90
Manchuela Salia 2008 - WS90
Ribera del Duero Torre de Golbán Crianza 2007 - WS88
Ribera del Duero Hito 2009 – WS88
Prieto Picudo Viño de la Tierra de Castilla y León Estay 2008 – WS88
Rioja Dominio de la Plana 2010 - WS88
Rioja Reserva 2005 – WS88
Viño de la Tierra Mad Dogs & Englishmen 2009 – WS88
Rioja Conde de Valdemar Reserva 2005 - WS88
Jumilla 2010 WS87
Rioja Crianza 2008- WS87
Tinta del Pais Ribera del Duero Urban 2009 - WS87
Graciano Rioja Rio Madre 2010 – WS86
Catalunya Sangre de Toro 2009 WS86
Tempranillo Viño de la Tierra de Extremadura Pintoresco 2010 WS85
Rioja 2009 – WS85
domingo, 1 de janeiro de 2012
História da Espanha
A abordagem da História de (ou da) Espanha mais comum é descrever em seus tópicos iniciais a história da Península Ibérica até os períodos anteriores à conquista da América.
Pré-História
Dólmen de Menga, sul da Espanha
Há fortes indícios de ocupação humana pré-histórica da península desde um passado remoto. Em 1848 foi encontrado numa caverna do atual território britânico de Gibraltar um crânio de um homem de Neanderthal de aproximadamente 60.000 anos. No atual território espanhol também existem pinturas rupestres na caverna de Altamira, com cerca de 15.000 anos. Dentre os achados da era dos metais está o dólmen de Menga e o dólmen de Viera. Por outro lado no atual território português, há 20 000 anos o homem gravou milhares de desenhos representando cavalos e bovídeos nas rochas xistosas do vale do Côa, afluente do rio Douro, situado na região nordeste de Portugal.
Hispânia pré-romana
O território que atualmente compõem a Espanha e Portugal era composto de diversos povos, como os celtas e os iberos. A Península Ibérica também foi habitada por colonos gregos e fenícios. Contudo, nenhum dos povos da Península compôs um governo único. Considera-se o ano de 19 a.C. como a data em que os romanos tinham conquistado praticamente toda a Península Ibérica e anexado o território aos domínios do Império Romano. .
Período romano
Durante o período romano, as terras denominadas de Hispânia passaram por diversas alterações administrativas. No período republicano, existiam as províncias da Hispânia Citerior e da Hispânia Ulterior. Em 27 a.C. , o general Agripa criou as províncias: Tarraconense, antiga Hispânia Citerior; a Bética e a Lusitânia, a partir da Hispânia Ulterior. Em 216, surgiu a Nova Hispânia Citerior Antoniniana, na região noroeste da península, aproximadamente onde hoje são as Astúrias. Diocleciano reuniu essas províncias, inclusive a Baleárica, a Tingitana e a Cartaginense, formando a diocese da Hispânia politicamente dependente das Gálias.
Domínio visigótico
A partir do século II a Roma começou a perder sua influência sobre a Hispânia. Como a conseqüência do enfraquecimento do Império Romano e a incapacidade de defender as fronteiras do território que lhe pertencia, tribos germânicas (alanos, suevos e vândalos conquistaram a península ibérica por volta do ano 410). Os suevos se estabeleceram na parte ocidental, aproximadamente onde atualmente é a Galiza e o norte de Portugal. Os vândalos inicialmente ocuparam a região oriental e sul da península.
Em 412 os visigodos fundaram um reino no sul da atual França, sediado em Tolosa. Aos poucos, o reino visigodo foi se expandindo ao sul e deslocando dos vândalos que, no ano de 429 migraram para a África. A capital visigótica foi então movida para Toledo. Atribui-se que o apogeu do Reino Visigótico se deu durante o reinado de Leovigildo (572 - 586). Em 585 os visigodos capturaram o rei dos suevos.
Os visigodos eram os mais romanizados dos povos bárbaros. Eles mantiveram o sistema legal romano. O modo de produção era parecido próximo do sistema feudal típico, e a religião predominante a católica. A cristologia classificada como heresia pela Igreja Católica denominada Arianismo propagou-se pelo reino, sendo combatida pelo rei católico Recaredo.
O controle do Islão
Mesquita em Córdoba, construída no período mouro.
Os territórios árabes, junto com a fé islâmica, tinham se propagado velozmente. Em 711, os muçulmanos (árabes e berberes) já tinham o controle no norte da África. Ainda no mesmo ano, liderados por Tárique capturaram e mataram o rei visigodo Rodrigo na batalha de Guadalete.
Em 773, em virtude da derrota da dinastia omíada pelos abássidas, o emir Abderraman I torna o Emirado de Córdoba independente do de Damasco, da qual fazia parte. Após seu reinado, sobe ao poder Abderraman II. Em 929 Abderraman III criou o Califado de Córdoba.
Reconquista
Naturalmente o avanço dos mouros não se deu sem resistência. Os adeptos do Islão estenderam seus territórios até o sul da atual França, quando foram derrotados pelos francos, liderados por Carlos Martel, em 732.
Antes disso, porém, já havia esforços por parte de povos cristãos para expulsar os muçulmanos da Península Ibérica. A primeira vitória contra os mouros dentro da península foi empreendida por Dom Pelágio, o primeiro rei de Astúrias, na batalha de Covadonga (722). Desde então, e à medida que as vitórias cristãs se foram sucedendo, começaram a chegar vagas de cavaleiros europeus para ajudar os Reis Cristãos na sua senda pela reconquista da Península Ibérica, eram as primeiras Cruzadas. Como sinal do reconhecimento e mérito pela ajuda, os reis Cristãos davam aos cruzados porções de terra, títulos, e casamento com filhas de nobres locais, ou até mesmo do próprio rei, ficando com o dever de gerir o território, lutar contra os Mouros e prestar vassalagem ao Rei.
Isto veio fazer com que a Reconquista não fosse exatamente uma cooperação entre reis Cristãos contra os Mouros, pois na realidade, os reinos cristãos no norte da Península Ibérica guerrearam uns com os outros (na luta pelo poder, sucessões ao trono, ou até mesmo a independência. Muitos condados tentaram a independência, mas só o Condado Portucalense conseguiu, tornando-se mais tarde no Reino de Portugal) tanto quanto contra os muçulmanos. Os dois principais reinos cristãos eram: o Reino de Astúrias sediado em Oviedo; e Navarra. Com as derrotas dos omíadas foi criado o Reino de Leão em 913. Sancho III de Navarra pôs seu filho Fernando na liderança de Castela. Ele conseguiu unir Navarra, Galiza, Astúrias e Leão sob sua liderança. Com a morte de Fernando, o reino foi dividido entre os filhos Afonso, Sancho e Garcia. Garcia nunca chegou ao poder; Afonso foi exilado após tentar tomar o poder de Sancho. Após a morte de Sancho II, Afonso retornou ao trono de Castela.
Castela e Portuscale (Portugal) passaram a ser então os dois reinos a fazer frente aos Mouros, uma vez que Castela conseguia unir debaixo da mesma coroa Galiza, Astúrias, Navarra e Catalunha. Portuscale conseguiu mais eficazmente e rapidamente expulsar os Mouros, sendo que no final do século X, o rei Dom Sancho I (1189 - 1191) conseguiu expulsar definitivamente os Mouros do Algarve, terminando assim a reconquista portuguesa. A Partir daqui, Portugal foi afirmando a sua independência e identidade, até ao século XV, em que foram iniciados os Descobrimentos, com a exploração e conquista do norte de África. Castela já foi bem mais lenta na sua reconquista, sendo que a terminou por completo nos finais do século XIII.
Aos poucos as terras de domínio mouro foram se reduzindo até uma pequena porção em Granada. A Espanha foi unificada através dos reis católicos: Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. Sob seu reinado, os mouros foram expulsos da Península Ibérica, o poder da nobreza foi reduzido e castelos de nobres foram destruídos. Os mouros e judeus foram obrigados ao batismo ou ao exílio, caso recusassem eram mortos.
A conquista da América
Ainda no período dos reis católicos, a Espanha empreendeu uma política de financiamento de explorações marítimas, rivalizando poder com Portugal. Entre elas, a viagem de Cristóvão Colombo tornou a América conhecida à Europa. A partir desse fato, a Espanha colonizou as terras do Novo Mundo e através de seus conquistadores, diversos povos indígenas foram reprimidos, como as civilizações Inca, Asteca e Maia.
Para evitar disputas com outras nações européias, a Espanha firmou com Portugal através do Papa Alexandre VI o Tratado de Tordesilhas, para definir os territórios do Novo Mundo que pertenceriam a cada país.
A Espanha trouxe do continente americano gigantescas porções de prata e ouro. Entretanto esse modo de exploração foi prejudicial ao país. Enquanto a economia era dependente das colônias na América, outras atividades como o comércio não foram desenvolvidas como em outros países, por exemplo, a Inglaterra. Isso provocou a desvalorização da moeda espanhola e diversas crises econômicas.
Dinastia Habsburgo
O Império Colonial Espanhol atingiu seu auge e declinou sob a dinastia dos Habsburgos. A Espanha obteve sua maior extensão sob Carlos I, também intitulado Imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.
Após a morte de Carlos I em 1556, o extenso reino se dividiu em duas porções: o Sacro Império de um lado; a Espanha e os Países Baixos de outra, sob o controle de Filipe II. Em 1580, com a morte de Dom Henrique, Filipe II unifica as coroas portuguesa e espanhola sob seu poder.
A grande extensão gerou conflitos internos. Em 1640 Portugal readquire sua independência. Em 1648 o rei Filipe IV reconhece a independência dos Países Baixos com o fim da Guerra dos Oitenta Anos. A o domínio de Filipe V, da dinastia Bourbon, que persiste até hoje.
Período Napoleônico
.Filipe V foi sucedido por Fernando VI, Carlos III e Carlos IV. No governo desse último, as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram o território espanhol e puseram o irmão José Bonaparte no poder. A casa dos Bourbon foi restaurada em 1813 com a posse de Fernando VII. Nesse período de agitação interna, as colônias espanholas na América tiveram a oportunidade de lutar por sua independência. Até 1830, a Espanha tinha perdido a maioria de suas colônias no continente.
Governo de Fernando VII
Durante o período de 1814 a 1820, restabelece o governo absolutista dos antecessores Bourbons. Suas medidas foram de repressão aos liberais, que pretendiam a criação uma constituição. Uma revolta chefiada por Rafael de Riego obriga o rei a aceitar uma constituição. Esse período (o Triênio Liberal) dura de 1820 a 1823. Nesse ano o rei promoveu um golpe de Estado e restabeleceu o absolutismo.
Guerras Carlistas
A sucessora de Fernando VII após sua morte em 1833 foi sua filha Isabel II, porém, o cunhado Carlos Maria Isidro, auto-intitulado Carlos V reivindicava o trono. Parte do exército espanhol, liderado por Tomás de Zumalacárregui iniciou a primeira Guerra Carlista, que durou sete anos. Carlos V é sucedido pelo seu filho Carlos Luís de Bourbon (Carlos VI) que inicia a Segunda Guerra Carlista entre 1847 e 1860. A seqüência do poder não-efetivo dos carlistas continuou com João III e Carlos VII.
Governo Amadeu I da dinastia de Sabóia
Em 1868, Isabel II foi destronada e foi proclamada uma monarquia constitucional. Foi posto como regente o general Serrano e, em 1870 empossaram Amadeu I da casa de Sabóia o novo rei. Envolvido com a Terceira Guerra Carlista, iniciada em 1872 e pela insatisfação popular, Amadeu I renunciou em 11 de fevereiro de 1873.
Primeira República
Com a renúncia da Amadeu I, a população de Madri e deputados republicanos fundaram a Primeira República Espanhola. São formadas duas correntes principais: os unitários, que preferem um estado de controle centralizado, e os federais, que propõem uma menor centralização do poder em favor de regiões administrativas menores.
O primeiro presidente foi Estanislao Figueiras (unitário). Em junho do mesmo ano, a assembléia constituinte empossa Francisco Pi i Margall (federal). Rebeliões separatistas por todo o país induzem a renúncia de Francisco Margall, que é sucedido por Nicolás Salmerón (federal), que ordena ao exército sufocar as revoltas.
Nicolás também se demite, sendo nomeado presidente Emilio Castelar (unitário), apoiado pelos monarquistas e contra os federais e carlistas. Por não ter maioria no parlamento, o simpatizante do monarquismo, o general Manuel Campos y Pavía efetuou um golpe de estado. O general Francisco Serrano assume a presidência, e após seu mandato a monarquia é restituída, assumindo Afonso XII, filho de Isabel II.
Período de Afonso XIII
No governo de Afonso XIII, filho de Afonso XII, a Espanha passou por dificuldades políticas como o desastre de 1898 (quando perdeu diversas colônias) e o desastre de Anual de 1921 quando perdeu numa importante batalha contra Marrocos. Com o apoio do próprio rei, foi instalada a ditadura de Miguel Primo de Rivera durante 1923 e 1930.
Segunda República Espanhola
Com a renúncia de Primo de Rivera, assumiu como chefe de governo Dámaso Berenguer. Pressionado pelos republicanos, Berenguer renuncia e é instalada a Segunda República Espanhola. Afonso XIII saiu do país.
Conflitos entre as forças esquerdistas (que governaram de 1931 a 1933 e de centro-direita (1933 a 1935) culminaram com a guerra civil.
Um ponto importante nesses conflitos foi o golpe de estado esquerdista de 1934 contra a entrada no governo da CEDA partido de direita que tinha ganhado legitimamente as eleições.
Guerra Civil Espanhola (1936-1939)
Conseqüências da Guerra: o controle da cidade de Teruel alternou entre adversários várias vezes, o que provocou a quase destruição da cidade. Na foto, soldado republicano revistando a Plaza de Toros de Teruel em 1 de abril de 1938.
A Guerra Civil Espanhola foi um conflito entre os republicanos, metade dos quais queriam manter o regime democrático iniciado em 1931 e a outra metade queria uma revolução que na prática levava a uma ditadura, e os nacionalistas que tinham feito um golpe de Estado preventivo anti-revolucionario em 1936, e implantado uma ditadura, chefiada por Francisco Franco.
Desde o golpe de estado de 18 de julho a republica tinha na prática se acabado mesmo na zona leal onde o golpe não venceu imediatamente sendo sucedida nessa zona primeiro por diversas ditaduras de partidos e pelo caos anarquista e depois por uma na prática ditadura comunista. Houve 70 mil assassinados na zona republicana e 55 mil assassinados na zona nacionalista.
Essa guerra é freqüentemente considerada uma “prévia” da Segunda Guerra Mundial, pela participação de potências como a Alemanha nazista, a Itália de um lado e a União Soviética do outro. Outros países democráticos da Europa permaneceram indiferentes às manobras políticas de Hitler.
Governo Franco
Francisco Franco se tornou ditador no início da guerra civil e dela saiu vencedor. Seu governo foi tipicamente autoritário e de partido único. Apesar das semelhanças com a ideologia fascista, a Espanha permanceu neutra durante a Segunda Guerra Mundial. No pós-guerra, no período da Guerra Fria, o país se aliou ao bloco capitalista.
Durante a década de 1960, a Espanha passou por uma fase de crescimento econômico, propiciado pela expansão do turismo e pela entrada de divisas de emigrantes. Surgiram grupos terroristas como o ETA e o FRAP, e a repressão veio inclusive sob a forma de pena de morte.
Em 1969 Juan Carlos I de Bourbon foi nomeado rei. Ainda com a monarquia estabelecida, Franco continuou como chefe de governo até 1975, ano da sua morte.
Transição para a democracia (1975-1982)
O rei Juan Carlos teve importante participação na transição democrática espanhola. Entre as medidas relevantes do presidente nomeado pelo rei Adolfo Suárez estão:
Um plebiscito no qual o povo espanhol aprovou o sistema de democracia parlamentarista;
A convocação de uma eleição para definir os representanrtes que participariam da construção de uma nova constituição (concluída em 1978).
Na primeira eleição democrática pós-Franco, o partido de direita UCD atingiu a maioria dos votos. Contudo esse partido não tinha unidade. Suárez foi substituído por Calvo Sotelo, que dissolveu o parlamento e marcou novas eleições para 1982. O resultado das eleições foi uma grave derrota do UCD e a vitória do PSOE, um partido de centro-esquerda.
Atualidade
Já no período democrático, a Espanha tenta superar problemas internos como o terrorismo praticado pelo grupo separatista ETA. Enquanto isso, a nação passa por uma fase de prosperidade econômica.
Fatos importantes no período democrático
1986 - Ingresso na Comunidade Econômica Européia.
1992 - Jogos Olímpicos de Barcelona.
1993 - Vitória do PSOE nas eleições gerais.
1996 - Eleições gerais: maioria relativa do Partido Popular (PP) liderado por José María Aznar.
2000 - Eleições gerais: maioria absoluta do PP. José Maria Aznar continua à frente do governo.
2004 - Em 11 de março, três dias antes das eleições gerais espanholas, ocorre uma serie de atentados em Madri que mata pelo menos 190 pessoas.
Em 14 de março ganha as eleições o PSOE, e José Luis Rodríguez Zapatero se torna presidente e María Teresa Fernández de la Vega se torna a primeira Vice-presidente do governo espanhol.
Em 22 de maio o Príncipe Filipe se casa com a jornalista, Letizia Ortiz Rocasolano.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Espanha
A Espanha ou Reino de Espanha é um país europeu localizado na Península Ibérica. Seu território limita-se com Portugal, a oeste; com o Mar Mediterrâneo, a leste e ao sul; e com a França e o oceano Atlântico, ao norte. Geograficamente, o território espanhol encontra-se parte no hemisfério norte e parte no hemisfério ocidental.
O país tem como capital a cidade de Madrid. O território do país abrange uma área de 504 782 km², onde está dispersa uma população de aproximadamente 44,9 milhões de habitantes.
A Espanha é regida por um sistema de governo de monarquia, o poder político é dividido em três: poder executivo, poder judicial e poder legislativo.
Mais de 50% da topografia do país é constituída por planaltos, onde a altitude possui em média 600 metros acima do nível do mar. O clima do país apresenta-se de forma variada, sendo identificado do tipo continental (no centro do país), mediterrâneo (no litoral leste e sul) e oceânico (litoral norte). Na hidrografia, os principais rios são: Tejo, Ebro, Douro, Guadiana, Guadalquivir e Minho.
A Espanha está em quinto lugar entre as principais economias da Europa, apresentando um PIB que supera 1,4 trilhão de dólares. Sua economia tem como base a exportação de veículos, além de calçados, construção naval, indústria siderúrgica, química e têxtil. Na agricultura os destaques são para a produção de uvas e laranjas. Os espanhóis são grandes produtores de vinhos e azeites.
A pesca também é uma atividade econômica difundida, o país possui a maior frota pesqueira do mundo. O turismo tem sido responsável por grande parte da receita do país.
A constituição espanhola garante a liberdade de culto, sendo assim, as principais religiões praticadas são: catolicismo (predominante), ateismo, agnosticismo, islamismo, protestantismo, mormonismo e Testemunhas de Jeová.
Informaçõe gerais
Nome: Reino da Espanha.
Bandeira:
Brasão:
Língua oficial: espanhol, e cooficial: basco, catalão, valenciano e galego.
Entrada na União Europeia: 1° de janeiro de 1986.
Renda per capita: 33.700 dólares.
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,863 (muito alto).
Esperança de vida: 80,7 anos.
Mortalidade infantil: 4,31/mil nasc.
Moeda: euro.
Por Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola
Países - Geografia - Brasil Escola
Artigos de "Espanha"
Espanha 3
Espanha, cultura da Espanha, sociedade da Espanha, fatos da economia da Espanha, história da Espanha, Instituições políticas da Espanha, Organização territorial da Espanha.
População da Espanha
Com cerca de 45,3 milhões de habitantes, a população da Espanha é uma das maiores do continente europeu.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Bandeira da Espanha
Significado, cores e história da bandeira espanhola
Bandeira da Espanha
DADOS E INFORMAÇÕES SOBRE A BANDEIRA DA ESPANHA:
A bandeira da Espanha foi adotada em 5 de outubro de 1981. As cores predominantes, que aparecem na bandeira espanhola, são a vermelha e a amarela.
A bandeira espanhola é composta por três faixas horizontais.A faixa superior e a inferior são na cor vermelha e a do meio na cor amarela. A faixa amarela é o dobro do tamanho das faixas vermelhas. Na faixa amarela, no canto esquerdo, há o Escudo Nacional da Espanha.
A cor vermelha, predominante na bandeira da Espanha, representa a conquista, a valentia e a alegria. Já a cor amarela simboliza o ouro (riquezas da Espanha).
A bandeira da Espanha é também conhecida, popularmente, como rojigualda.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
HISTÓRIA DA MONARQUIA DA ESPANHA
Em princípios do penúltimo século antes de Cristo chegaram os romanos, que expulsaram os cartigineses, mas não conseguiram submeter totalmente e unificar os diversos reinos nativos durante os vários anos de domínio imperial de Roma. A desintegração do Império Romano do Ocidente durante o século V, permitiu a ocupação pelos bárbaros invasores vindos do leste europeu, especialmente os visigodos, que estabeleceram o reinado de Toledo. Três séculos depois chegaram os mouros, vindos da África do Norte, e através do estreito de Gibraltar, que impuseram um domínio muçulmano de quase oito séculos no sul do país, um dos mais brilhantes da civilização espanhola. Extremamente cultos, permitiram a convivência pacífica entre judeus e árabes e cristãos e islâmicos, introduziram novas técnicas de engenharia e desenvolveram a agricultura, inclusive sistemas de irrigação e a introdução de novas culturas. As marcas dessa passagem é evidente especialmente na cultura e na arte da Espanha moderna. Na realidade, apesar da s inúmeras tentativas, os mouros nunca conseguiram dominar o noroeste de Galícia e Astúrias e foi nesta última que Palayo, um rei cristão, iniciou no início do segundo milênio cristão um projeto de unificação do país e que tinha como prioridade a expulsão dos invasores e o professamento do cristianismo romano. Nesta Reconquistao primeiro soberano a se destacar foi, Alfonso VI de Castela, que capturou Toledo (1085) e assumiu o controle do Norte. Depois de Valência, Sevilha e Córdoba, a última cidade importante em mãos mouras foi Granada, que ainda permaneceram na península por cerca de dois séculos. Assim, antes da unificação, a Espanha era dividida em diversos reinos: Astúrias, Leão, Castela, Galiza, Navarra, Aragão e Condado de Barcelona. O território espanhol começou a se definir como tal é hoje, com o casamento (1469) dos dois históricos monarcas católicos, FernandoII de Aragão (1452-1516) e Isabel de Castela (1451-1504).
O poder real fortaleceu-se frente à nobreza, criou-se a Santa Irmandade para garantir a ordem, reorganizou o exército e a legislação dos dois reinados foi unificada. Após uma luta de dez anos (1482-1492) o reino de Granada caiu e os mouros foram expulsos da Espanha, juntamente com os judeus (1492) por não abraçaram o cristianismo, resultado extremamente estratégico para o fortalecimento da coroa por meio do apoio da Igreja Católica. Era o início da unificação de toda a Espanha, época aura da política da nação espanhola, inclusive cm a descoberta do Novo Mundo, as Américas, e também o momento de um dos piores excessos de intolerância. Com o casamento de sua filha Joana a Louca (1479-1555) com Felipe I de Habsburgo (1478-1506), da Casa de Habsburgo ou Hapsburg, também chamada Casa da Áustria, uma das mais poderosas famílias políticas da Europa, durante mais da metade do primeiro milênio cristão, fundou-se a primeira dinastia da real monarquia espanhola.
O filho de Joana com Felipe, Carlos I de Espanha, se tornou o primeiro Habsburg espanhol e um dos governantes mais poderosos da história como Carlos V, Imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Chegou ao México e ao Peru, herdou a Áustria e os Países Baixos e anexou Nápoles e Milão. Conquistou a Contra-Reforma e a Ordem Jesuíta foi criada para ajudar a defender o Catolicismo do Protecionismo Europeu e, católico fervoroso, sustentou a contínua luta contra os luteranos alemães e turcos.
Com a morte (1700) de Carlos II (1661-1700), o último Habsburg espanhol por não deixar herdeiros, desencadeou-se uma guerra pela sucessão espanhola e Felipe de Anjou foi coroado Felipe V (1683-1746), iniciando a Casa de Bourbon, que segue até hoje, com o rei Juan Carlos I (1938 - ). Esta dinastia foi interrompida com a ocupação das forças napoleônicas (1808) com o trono ocupado por Jose Bonaparte (1768-1844), mas os espanhóis não aceitaram esse domínio e começaram uma luta de guerrilhas (1808-1814) e os franceses foram finalmente expulsos seis anos depois. Fernando VII (1784-1833) assumiu como Rei de Espanha (1813-1833), restaurando a Casa de Bourbon. Neste período de instabilidades político-institucionais a maioria das colônias latino-americanas aproveitaram a oportunidade para proclamar sua independência da coroa espanhola.
O restante do século o país conviveu, como de todo o resto da Europa, com guerras civis e revoltas inspiradas por correntes republicanas e que propiciaram a perda das últimas possessões ultramarinas como Cuba, Porto Rico e Filipinas. Depois do turbulento reinando Isabel II, destronada por uma revolução (1968) e em seu lugar foi colocado Amadeu I de Saboya (1845-1890), mas este renunciou a coroa (1973) e proclamando-se a I República, que durou somente até dezembro do ano seguinte. O trono foi devolvido aos Bourbons, através da coroação de Alfonso XII (1857-1885), filho da deposta e ainda viva Isabel II de Bourbon (1830-1904).
Seu herdeiro Alfonso XIII depois de sentir-se impotente para resolver problemas problemas civis-sociais, abandonou o trono e autoexílou-se em Roma (1931), deixando o poder para um incipiente movimento republicano que terminou em uma violenta e trágica guerra civil idealista (1936-1939), onde mais de meio milhão de pessoas morreram e que no final trouxe ao poder um jovem general de direita chamado Francisco Franco, o Caudilho de Espanha. No seu governo a Espanha oficialmente manteve-se neutra durante a Segunda Guerra Mundial, embora reconhecidamente mantivesse simpatias pelo nazismo. Depois da guerra assinou um acordo (1953) para a construção de bases da OTAN em território espanhol e iniciou uma fase contínua de crescimento econômico e desenvolvimentista na área tecnológica. O ditador anunciou (1969), que seu sucessor seria Juan Carlos de Bourbon (1938 - ), o neto de Alfonso XIII (1886-1941) , especialmente preparado por ele para isto. Após a morte de Franco (1975) o jovem monarca assumiu o poder e revelou-se um dinâmico democrata, elaborando uma nova constituição, garantindo sem limitações as liberdades civis e de expressão sob um dos mais bem sucedidos governos parlamentaristas da Europa.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Espanha
Madri, capital da Espanha.
A Espanha ou Reino de Espanha é um país europeu localizado na Península Ibérica. Seu território limita-se com Portugal, a oeste; com o Mar Mediterrâneo, a leste e ao sul; e com a França e o oceano Atlântico, ao norte. Geograficamente, o território espanhol encontra-se parte no hemisfério norte e parte no hemisfério ocidental.
O país tem como capital a cidade de Madrid. O território do país abrange uma área de 504 782 km², onde está dispersa uma população de aproximadamente 44,9 milhões de habitantes.
A Espanha é regida por um sistema de governo de monarquia, o poder político é dividido em três: poder executivo, poder judicial e poder legislativo.
Mais de 50% da topografia do país é constituída por planaltos, onde a altitude possui em média 600 metros acima do nível do mar. O clima do país apresenta-se de forma variada, sendo identificado do tipo continental (no centro do país), mediterrâneo (no litoral leste e sul) e oceânico (litoral norte). Na hidrografia, os principais rios são: Tejo, Ebro, Douro, Guadiana, Guadalquivir e Minho.
A Espanha está em quinto lugar entre as principais economias da Europa, apresentando um PIB que supera 1,4 trilhão de dólares. Sua economia tem como base a exportação de veículos, além de calçados, construção naval, indústria siderúrgica, química e têxtil. Na agricultura os destaques são para a produção de uvas e laranjas. Os espanhóis são grandes produtores de vinhos e azeites.
A pesca também é uma atividade econômica difundida, o país possui a maior frota pesqueira do mundo. O turismo tem sido responsável por grande parte da receita do país.
A constituição espanhola garante a liberdade de culto, sendo assim, as principais religiões praticadas são: catolicismo (predominante), ateismo, agnosticismo, islamismo, protestantismo, mormonismo e Testemunhas de Jeová.
Informaçõe gerais
Nome: Reino da Espanha.
Bandeira:
Brasão:
Língua oficial: espanhol, e cooficial: basco, catalão, valenciano e galego.
Entrada na União Europeia: 1° de janeiro de 1986.
Renda per capita: 33.700 dólares.
IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,863 (muito alto).
Esperança de vida: 80,7 anos.
Mortalidade infantil: 4,31/mil nasc.
Moeda: euro.